22 setembro, 2009

Na TV!

Num misto de sono, preguiça, canseira, dor de cabeça e com muita vontde de colocar alguma coisa aqui, lembrei do programa de TV que fizemos com a Nãnãna da Mangueira. Uma tarde bacana pacas com meus amigos Wesley Ferreira e Edu Batata regada a muita cerveja e quitutes e premiado com a deliciosa rabada com polenta mole da Janaína. Uau! O programa foi ao ar semana passada e eu não consegui ver nenhuma vez, mas alguns amigos viram. Enfim. Foi bem legal. TOcamos duas músicas "Pura Paixão" de Nonô do Jacarezinho e "Remador de todas as marés" de Edu Batata e Maurinho de Jesus. Eu adorei. DEpois a Nãnãna ainda me convidou pra gravar umas faixinhas em um disquinho demo dela, fiz um arranjo bacana que colocarei depois pra vcs. Ando meio monotemático ultimamente mas eu tô é adorando escrever sobre esse tema único que surgiu no meu caminho. Mas por enquanto fiquemos com os vídeos do programa.
Até.


Bisdré (Pandeiro e Tamborim), Edu Batata (Cavaquinho) Wesley Ferreira (Violão de 7 cordas).

17 setembro, 2009

Esperando a hora de dormir...


Olha, faz tempo que eu num me sentia “bobo” assim, mas... É a vida. Como se estivesse dormindo e não tivesse a menor vontade de acordar.
E quer saber? Tô mais é adorando isso! É bom demais. Como diz outro samba “Não tiro você da lembrança, não tiro o seu nome da boca”. É assim que eu ando, por causa de você.
Foi chegando de mansinho, assim como quem não quer nada e quando vi, já estava entregue aos seus encantos (que aliás não são poucos). Um sorriso, uma cervejinha, um papo gostoso... depois uma festa e logo mais um espetáculo teatral e pronto! Como disse Vinícius (sim! Eu adoro parafrasear o poetinha) “Quem poderia dizer que Orfeu, Orfeu cujo violão é a vida da cidade,... ...que ele, Orfeu, ficasse assim rendido aos teus encantos?” Pois foi bem o que aconteceu. E que sofrimento que foi esse feriado! E eis que no rádio, viva a Rádio Cultura AM, um samba da Rosa Passos que diz “Nem um samba me levanta com você longe de mim”. É isso! Era assim que eu tava! Toquei direto, mas e daí... não tinha o meu sorriso quando eu olhava pro lado, nem meu abraço, nem meu beijo, nem nada. E no final do mesmo samba eu imploro “Nunca mais me faça isso, nunca mais me deixe assim.” Duas semanas inteirinhas “com você longe de mim” Mudei um pouquinho pra ficar mais real.
Mas aí o telefone tocou. E eu tive que acordar! Que coisa... Acordei meio atordoado e tal. Passei um tempo “acordado” e num impulso, consegui tirar um cochilinho no domingo.
Agora vou esperando ansiosamente chegar a hora de dormir de novo. Pra dormir e sonhar até não poder mais. E só de birra, mais Vinícius ;0)
“Que seja eterno enquanto dure.”
Quel, um beijinho pra vc.

16 setembro, 2009


Uma homenagem à mais linda, querida, fofa, meiga, fascinante, cativante, envolvente, apaixonante, surpreendente advogada do mundo!
Hoje foi uma noite inusitada. Eu queria ficar quieto, aqui em casa, estudando as músicas do show de quinta que vem e coisa e tal, mas foram tantos telefonemas pra irmos ao bar que acabei indo. Na verdade quase desisti aos 47 do segundo tempo, mas resolvi ir. Cheguei lá e encontrei pessoas queridas e tudo mais, ficamos conversando. Eis que quando chega a pessoa em questão, recebo a notícia que ela passou na primeira prova! Nossa! Quanta felicidade! É, eu fico feliz com a felicidade das pessoas que gosto. Era muito divertido. Ela não cabia em sim mesma. Se tivesse um desastre de trem ali na frente acho que ela tava rindo hahaha. Dançou até quando num tinha música, pra ter uma idéia. Mas foi muito gostoso! Fui com o cumpadi Johnny comprar uma champagne (ui que chique haha) pra comemorarmos com estilo.
Fiquei pensando comigo... “nossa, quase que eu não venho”. Alguma coisa ficou me martelando pra eu ir. Eu não ia me perdoar não participar de um momento tão importante. Depois de tanto suor, sacrifício, sambas perdidos, dias e dias nos livros... aí está o resultado: Mais uma etapa cumprida. Agora tem a segunda. Mas como eu já falei pra ela, tenho certeza que tudo vai terminar bem. Continuaremos a farra na sexta, quando comemoraremos seu aniversário antecipadamente. Quem sabe na próxima prova eu consigo levar a faixa “EU JÁ SABIA!!!”
Mari! Parabéns por mais essa! E logo, outros parabéns por mais uma!
Não é bem meu estilo, mas saí escrevendo isso quando cheguei do bar do ontem de noite, tamanha a felicidade. Não quis corrigir nada, então qualquer deslize, foi no calor do momento.
Um beijo pra vc!
PS. Na imagem, a justiça tá parecendo minha mamãe, né? haha Mais uma homenagem à vc, querida, que é essa guerreira batalhadora!

Sorria! Você viu um Saci!

Pertinho da Festa do Saci em São Luís do Paraitinga, evento realizado pela SOSACI da qual tenho a honra de fazer parte, recebo essa notícia sicizística e não poderia deixar de "roubar" e colocar aqui. Lógico que com os créditos. Espero que o autor entenda que isso não é roubo e sim, mais um jeito de divulgar o trabalho e esse símbolo da nossa cultura popular. E hoje será dia de 2 posts! Porque ontem eu me senti especialmente feliz por uma pessoinha muito querida! Aí vai!

SACI ROMPE BARREIRA E COMEÇA A APARECER NA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO.
Haroldo Ceravolo Sereza
Do UOL Notícias
Em São Paulo

De um ano para cá, mais ou menos, a criatura mítica do folclore brasileiro passou a fazer aparições na cidade de São Paulo.



Como escreve o autor da travessura, o grafiteiro Thiago Vaz, "É o Saci Urbano!".

"Isso é muito político, porque o Saci vem representar, no meio urbano, o pobre sofredor brasileiro", diz Vaz. O grafiteiro explica que gosta de fazer suas intervenções onde sabe que o personagem pode desaparecer: como a arte de rua, o Saci Urbano é efêmero.
O Saci Urbano, assim, não é apenas uma brincadeira. Em muitos deles, há uma crítica política, que pode ser expressa ou refinada. Durante uma batida policial, por exemplo, vem o aviso: "Quem for negro levanta a mão!" O saci, em vez de levantar uma, como se fosse uma chamada numa sala de aula, levanta as duas, como quem leva uma geral.
Por vezes, essa crítica é menos explícita, mas não necessariamente menos contundente. Na parede de um supermercado, ele conduz um carrinho de compras. Dentro do carrinho, um peixe, como se fosse um aquário: "É o Saci consumista".
Na beira de um rio poluído, o Tamanduateí, o Saci tentava pescar; sintomaticamente, ele já foi apagado da pilastra que sustenta do corredor de ônibus do Expresso Tiradentes. Perto da estação de trem, ele usa uma máscara cirúrgica, escondendo a cara e, ao mesmo tempo, protegendo-se da gripe suína.
Por outro lado, o Saci comemorou a construção de uma ciclovia. Afinal, segundo Vaz, o Saci, acredite, é um cara de bom senso: se uma coisa boa aparece, o negócio é aproveitar.
Como se vê, há um processo de adaptação do Saci para o meio urbano. Porque uma coisa é proteger as matas, outra, com explica o lugar comum, a selva de pedra.
Os Sacis Urbanos começaram a aparecer na região do ABC paulista, em cidades como Mauá, Santo André e São Bernardo. Mas já chegaram ao centro da capital do Estado, como é o caso do grafite que mostra a batida policial, próximo à esquina da rua da Consolação com a avenida São Luís.
Thiago diz costuma pedir autorização para fazer seus grafites, com algumas exceções - algumas delas acabaram sendo bem aceitas e incorporadas pelos proprietários da parede, como é o Saci Consumista.
Em alguns casos, o Saci pode ser um pedido do dono do pedaço. Em Santo André, onde fez um grande painel de um Saci que está na fronteira entre a mata e a cidade, houve uma encomenda. A dona da casa, a artesã Bárbara Castelo Xavier, que faz enfeites para casamentos e batizados, viu o Saci pela cidade, procurou por seu autor e acabou por encontrar Thiago Vaz.
Vaz não quis cobrar. Não sabe ainda se personagem pode fazer comercial. Pediu só que a dona pagasse o gasto com os materiais. Ganhou também um almoço, para depois do encerramento dos trabalhos.
Mas como saber se o Saci que você viu por aí é urbano ou apenas um velho exemplar do mundo rural perdido na cidade, mas ainda não adaptado?
Primeiro, veja o que ele está fazendo: o Saci Urbano, por exemplo, curte andar de skate (embora de vez em quando acabe esborrachado) - e seu estilingue mira contra ratazanas, não contra bucólicos passarinhos.
Outra dica é prestar atenção para a roupa: o Saci Urbano usa uma boina, não um gorro; sua bermuda é jeans e, finalmente, ele usa um tênis bem maneiro - não se sabe se ele gosta do adjetivo maneiro.
Só uma coisa ficou igualzinha nesta transição: o cachimbo. O Saci Urbano continua um fumante inveterado. Como o Saci, tanto o urbano quanto o rural, anda bem comportado ultimamente, é possível que ele cumpra a lei antifumo.
Mas, se não der, ele sempre pode usar um velho truque: desaparecer.

Espero vocês na festa do Saci em São Luís do Paraitinga onde tocarei com meu conjunto de choro dia 01/11. Mais informações em www.sosaci.org

06 setembro, 2009

Música: Benevolência do Samba (Edu Batata)


Oi povo! Hoje vem uma coisinha diferente. Como alguns sabem eu tb adoro samba e tenho a imensa felicidade de ter amigos talentosíssimos e de ter participado dos discos deles. O do Urso eu coloco depois, mas hoje quero destacar uma das faixas do disco que ainda não saiu do meu parceiro Edu Batata. Compositor notável e criativo, cantor afinadíssimo e com muito balanço e um amigo pra todas as horas.
Anteriormente batizado de "Samba é tudo que eu sei", esse diz tudo. "Só Deus sabe tudo o que senti quando o samba entrou no meu lar..." Não dá pra explicar a paixão que temos por isso ou aquilo, num é verdade? Porque gostamos tanto de um time de futebol por exemplo? Porque choramos com derrotas, porque ficamos felizes com vitórias, porque ficamos putos com os dirigentes? Eles nem sabem que existimos. Eles ganham muita grana e nós num ganhamos nada, mas mesmo assim, somos apaixonados. Com o samba, o choro e todo o resto é assim tb. Porque escolhi essa gravação?? O arranjo e o violão são meus. A flauta tb foi escrita por mim, mas tocado lindamente pela Lucila Ferrini. Minha xuxu que eu adoro! Mais uma dessas amigas fantásticas que a vida botou no meu caminho e que eu não largo mais. Eu já disse isso, mas é muito bom vc olhar em volta e ver que está cercado de pessoas fantásticas. Recentemente tem uma que fica bem ao meu lado que me faz muito mais feliz. Mas isso é tema pra outro momento...
Boa audição.