27 fevereiro, 2009

Bom dia, campo!

Muito bem!
DEpois de exaustivas tentativas de roubar o vídeo da internet, só me resta a opção de colocá-lo aqui pros amigos verem.
Um dia de manhã, depois de cachaça até meia noite com o cumpadi Renan, acordamos as 5 pra chegar as 6 e meia no estúdio e gravar as 7 da matina esse programa com o Emerson Urso. Espero que gostem, pois nós adoramos.
Quarta é o meu que vai ao ar.



Beijos e abraços

08 fevereiro, 2009

Um lançamento que eu queria muuuuito estar lá


Amigos, como quase todos já sabem eu já voltei pro Brasil. Quantas saudades dessa terra linda e abençoada por deuses de todas as religiões do mundo. Lá fora eu pude exercitarmuito mais a minha brasilidade. E vi o quanto eu realmente amo essa nossa pátria mãe gentil. Só que uma coisa me faz querer voltar pra lá AGORA! O lançamento do disco de uma pessoa maravilhosa que conheci lá em Lisboa por meio do amigo Alan Romero.
Esse sorriso e a simpatia dessa menina nos faz imaginar o som que ela tira dos seus instrumentos. Quando a conheci ela tocou guitarra portuguesa. Junto com Antonio Eustáquio, interpretaram composições suas. Só coisa fina! E lá ela me falou desse disco que será lançado dia 14 (meu aniversário, por acaso). Falei pra ela que não estaria lá, mas que aceitaria esse lançamento como presente de aniversário. Quem estiver em Lisboa não pode perder!

Luisa Amaro prepara-se par dar dois concertos dias 13 (edição do CD) e dia 14 de Fevereiro, respectivamente, no Museu do Oriente.
Em "Meditherranios", Luísa Amaro desenvolve uma teoria musical muito própria para a guitarra portuguesa, aliando-a ao guitolão – uma guitarra barítono de que apenas existem dois exemplares no mundo, concebida por Mestre Carlos Paredes e desenvolvida por Gilberto Grácio, herdeiro de uma ilustre família de construtores de guitarras – aos clarinetes e à percussão oriental. Nesta busca de sortilégios ancestrais, que é ao mesmo tempo uma viagem de pesquisa e criação pelos mais profundos itinerários do passado, evoca a complexa miscigenação cultural que Portugal experimentou ao longo da sua história, em que se cruzaram as influências judaicas e muçulmanas provenientes desse grande mar Mediterrâneo que em tempos uniu povos e foi veículo de uma civilização sui generis.
Se o guitolão nos sugere a memória do alaúde árabe, se o clarinete nos leva de viagem aos Balcãs e à Turquia, se a percussão nos transporta ao Oriente Médio, a guitarra portuguesa devolve-nos ao exacto local onde Luísa Amaro nasceu, se criou e se reinventou: a guitarra portuguesa. Por isso nesta aventura de peregrinação pelos seus "Meditherranios" recriados, nesta fusão de sonoridades e de lugares longínquos, o lirismo assume plenamente a voz da nostalgia – a recordação de que houve um tempo e um lugar em que a música poderia ter sido assim. E a introdução do piano, na sua composição que Mário Laginha acompanha, nada mais faz do que comprovar que esses ritmos provenientes das funduras da história estão, afinal, mais vivos e interpelantes do que nunca.

Eu gostaria muito de escrever mais sobre esse disco de Luísa, mas obviamente não o escutei então colocarei algumas palavras de outros sobre o trabalho de Luisa. Eu resumo a "fiquei fascinado pelo som que ela tirou da Guitarra Portuguesa e fico esperando ansiosamente ouvir o violão de Luisa Amaro."


Egiptânia, Lusitânia

Egiptânia, terra negra, terra da morte sagrada e da vida infinita. O talento criador de Luisa Amaro restitui-nos a lenda em todo o seu mistério. A sua guitarra mágica ressoa em húmidas flores de luz nesse universo mítico que os clarinetes e a percussão oriental evocam.
São brilhos de pérolas suaves, seios mordidos de odaliscas, jardins submersos pelo sonho, sorrisos entre ondas de sol.
São os Devaneios, é a Crisálida, ouve-se o guitolão com sugestões de alaúde e o vento branco invade a cena em que as mais belas mulheres se rendem, por entre espelhos e jarros de vinho, que parece sangue, ao desejo que da sombra as espreita, olhos vorazes interrogando o segredo desses corpos.
Cascatas de som vibram nas páginas da memória e outras telas, outros espaços nos convidam a olhar. Desapareceu o Kalipha, eis a Lusitânia, o Jogral, a lua cheia sobre o rio deste lado da vida. Os oráculos da brisa anunciam um amor que veste de ouro a tristeza da carne.
Mas outra vez tudo muda. E temos as Mouriscas, o esplendor da guitarra de Luisa Amaro, o indizível almejado. E o Jardim da Sereia unificando, dulcificando contrários anseios, abrindo uma clareira de paraíso.
A água cintilante escorre pelas paredes da casa dos sonhos. Tocamos o intangível. Uma serena alegria desce sobre nós e traz um rasto de estrelas, uma claridade de paz.
É este o milagre da grande criação musical. Da música que nos dá a Luisa Amaro.
Urbano Tavares Rodrigues

O instrumento do destino

No timbre da guitarra portuguesa encarnou-se um estranho destino: desaparecida do resto da Europa, sobreviveu com orgulhosa tenacidade em terra lusitana até identificar as cordas mais íntimas e as vibrações mais subtis. A sua voz – porque de uma voz se trata – toca o coração desde a primeira nota; as suas ressonâncias colocam em movimento sentimentos que pareciam esquecidos; nela afloram emoções que as palavras não conseguem descrever. Há qualquer coisa de antigo e de nobre no timbre deste instrumento, que tem aparentemente origens humildes e que encontrou no fado o seu habitat ideal.
Mas a guitarra portuguesa, se é a essência do fado, vive para além dele. Demonstraram-no músicos que souberam exaltar o seu extraordinário potencial expressivo, revelando um universo sonoro original e fascinante. Luísa Amaro está entre eles. Crescida artisticamente com Carlos Paredes, assimilou um ilimitado interesse pelo som como exercício criativo de exploração do mundo. Com grande sensibilidade e extrema delicadeza construiu um diálogo íntimo com as culturas musicais do Próximo Oriente. Percebeu a respiração das suas dimensões universais, desafiando-lhe a matéria sonora e interpretando-lhe a sua essência através de um trabalho de tradução elaborado sobre uma trama tímbrica extremamente sóbria.
A personalidade única da guitarra portuguesa é colocada em evidência pela elegante e discreta presença do clarinete e da percussão, com a cumplicidade de um segundo instrumento de cordas, o guitolão, que é a sua natural extensão. Este instrumento, construído ex-novo por Gilberto Grácio, é fruto da imaginação de Carlos Paredes, que desejava ampliar o registo da guitarra portuguesa para se aventurar além dos limites objectivos impostos pela sua estrutura.
Esta subtil e constante inquietude, tão intrínseca e requintadamente lusitana, reflecte-se no trabalho de Luísa Amaro através da evocação de um Portugal mourisco, como expressão de uma insinuante nostalgia. Qualquer coisa de longínquo no espaço e no tempo, e ao mesmo tempo tão próximo de se tornar motivo de efabulação sonora. Se a saudade fosse som, teria a voz do seu instrumento.
Paolo Scarnecchia

A dica tá dada pro povo lisboeta. Não percam! Preço único: 15 euros.
Luisa, muita luz pra vc!

03 fevereiro, 2009

30/12/08 - Momento de desabafo e resoluções


Povo, esse foi o último texto que escrevi em terras de além-mar. Depois disso foi só correria com direito a não conseguir me despedir de todos que eu gostaria e horas no Call-center da Alitália. Mas isso eu escrevo depois.

Sábado, domingo, segunda e chegou terça! E NÃO TEM INTERNET NESSA PORRA!!!!! Cacete! Esse pessoal tá de brincadeira? Pois é... não é fácil ser um viciado e completo dependente dessa parada. Pior que eu achei que era alguma merda que eu tinha feito. Mexi em tudo aqui no micro e nada melhorou. Nessa, o sábado se foi. Domingo e segunda os postos de net gratuitos aqui não funcionam. Só me restava rezar pra Santa Banda Larga pra que esse wireless voltasse a funcionar. Pra ajudar, eu tava de bode com o violão e tava chovendo. Caralho! Porque tanta desgraça de uma vez só? Mas hoje é terça-feira e o posto de internet gratuita abre!!! Viva! Ontem, segunda, eu achei um lugar aqui que tem net, mas custa 2 euros a hora! Ele acha o que? Que isso aqui é polo turístico? Nem perto do Cristo Rei ele tava. Palhaçada. Mas, como eu sabia que minha mãe tava quase tendo mais um filho, resolvi pagar e mandar o mail pra ela.
Ah! Segunda fui ao aeroporto e quase que meu plano vira realidade! O cara me achou um vôo lindo de Milão pra Sampa no dia 3! Só faltou o vôo de Lisboa a Milão. Merda, viu... mas me deram o fone do call center e a mocinha fez um pedido pra TAP. Vamos ver no que dá. Amanhã eu saberei se volto antes pra minha pátria amada, idolatrada, linda, maravilhosa ou se fico aqui mais um mês só gastando dinheiro.
Qoo, antes que vc me trucide, eu te ouvi e pesei tudo o que conversamos, mas de qualquer forma eu não poderia ficar mais de 3 meses aqui. Como vim sem visto (beneficiado pelo acordo sei lá de que) não tenho direito a renovação de estada, nem a pedido de residência. Daí se eu resolvesse ficar “na marra” isso poderia me prejudicar feio mais tarde num pedido de residência ou num próximo visto. Me aconselharam juntar os papéis necessários e guardar comigo pra mostrar que eu vivi aqui durante 3 meses num endereço tal e essas coisas. É melhor fazer tudo certinho.
Depois da internet, tive um dia tipicamente de Maria. Fiz comida, lavei roupa, passei roupa, arrumei mala... é... Amanhã vou pra Lagoa de Albufeira. Parece que é perto de Sesimbra. PRAIA!!! Pena que tá um frio do cacete e nesse momento começa a chover. Espero que não chova amanhã nem na virada de ano. Vamos torcer. Não sei se na Lagoa terá internet, mas levarei o portátil (Notebook ou lap-top em “português” hahaha) pois posso terminar minha composição. Até cheguei a ver esquemas de internet móvel de companhias de telemóvel aqui. Planos ótimos, mas os aparelhos são caros demais, principalmente se for usar apenas um mês.
Mas enfim... Vamos ver no que dá, pelo menos terei um ano novo bem diferente, com pessoas boas e muita energia bacana! Que venha 2009 que eu to pronto pra ele!
Amigos daí do outro lado da poça: Muita luz e muito axé pra vcs!