19 janeiro, 2009

Preguiça


Já disse o sábio. "A preguiça é a mãe de todos os vícios, mas uma mãe é uma mãe e deve ser respeitada." Isso é verdade! Eu juro que tenho mais textos sobre a minha estada em Portugal e as peripécias dos últimos dias lá, mas eu escrevi no outro computa. A preguiça de usar um pen-drive ou simplesmente conectar o cabo da rede no outro computa é imensa! Nem ia escrever nada aqui por enquanto, mas o fato ocorrido semana passada com nosso mestre Guinga no aeroporto da Espanha foi lamentável.
Pra resumir foi o seguinte: Guinga, após ter dado falta do seu casaco, onde estavam os passaportes, dinheiro e cartões de embarque foi falar com a polícia que foi roubado bem na esteira do raio X. Talvez ele num tenha dito nem que tenha sido roubado, conhecendo o Guinga. Ele pode ter dito que o casaco estava lá e sumiu, nessa hora da esteira é mó rolo porque eles mandam vc torar tudo de metal, som, celular, isso e aquilo, enfiar na bandejinha e pegar do outro lado. Só que lá do outro lado vc tem que sair pegando tudo, colocar as coisas no bolso, na bolsa, no ombro, no chão e sempre tem um policial falando pra vc ir logo. Numa dessa, alguém pode ter pego o casaco dele por engano, não?
Enfim, Guinga sem seu casaco falou que tinha sumido, o policial (super simpático, como a maioria dos europeus) mandou ele procurar o consulado pra dar queixa do roubo. Cacete! Mas ele é polícia! Eu nunca entendi o procedimento policial. Lembro em São Luís do Paraitinga, quando uma filho da puta entrou em nossa casa e levou 4 malas, inclusive a minha. Fomos falar com uma viatura e ele disse simplesmente "Não podemos fazer nada quanto a isso". Caralho! Vc num é polícia? O que a polícia pode fazer se uma casa foi invadida e roubada? Vai entender... Depois dessa palhaçada, pra terminar o show de horror e hostilidade com os Brasileiros, Guinga ainda foi agredido com um soco no rosto. Depois achou seu casaco sem a grana ao lado de uma lixeira e ainda por cima foi obrigado a assinar um documento que diz que o casaco e seus pertences foram emcontrados pela "competente" polícia espanhola. Depois o Brasil que é terceiro mundo, despreparado... Se fosse cidadão americano, ou europeu será que o tratamento seria igual? Fico me perguntando isso. Acho muito certo a política brasileira de tratar como somos tratados. Não somos melhores nem piores que ninguém. Só que quando chegam aqui todos são recebidos de braços abertos, daí brasileiro chega lá e é tratado como lixo? Tem é que botar pra fuder mesmo! Espanhol chega aqui tem que levar soco na boca! Pra ver como é bacana ser humilhado num país que vc não domina o idioma e não conhece as leis. Uma coisa eu posso afirmar com toda a certeza. Os portugueses podem não ser o povo mais carinhoso e receptivo do mundo, mas da Europa eu acredito que seja. Porque se não fossem os portugueses, minha mala ainda estaria perdida por exemplo. As experiências que tive na Itália e essas coisas que andam acontecendo com BRasileiros na Espanha só me fazem acreditar que eu fui mesmo pro lugar certo. Porque na Itália eles tb são um bando de folgados comedores de macarrão. E a pizza lá é horrível! hahahaha
Convido todos a ler uma reportagem sobre o acontecido e o texto do meu amigo Léo Jazz man em seu excelente blogue.

Um comentário:

marcia fernandes disse...

Ufa! Finalmente alguém falou alguma coisa sobre esse vergonhoso incidente/acidente de que foi vítima o nosso querido Guinga.Todos sabemos que esse tipo de violência e afronta vem ocorrendo com tanta frequência que até já se configura como norma, e é aí que a coisa pega: vira normal. Não se justifica, em hipótese alguma, o fato de alguém que foi roubado por funcionários do aeroporto ser agredido física ou moralmente, mas o caso do Guinga chama a atenção também porque êle sempre se apresentou como figura pública de extrema serenidade. Explico: se fosse comigo o pessoal já ia até desconfiar...
É preciso se posicionar frente aos recados que a comunidade européia nos tem mandado, com a veemência que lhe é peculiar, porém creio que devemos ser cuidadosos para não entrarmos no mesmo jôgo discriminatório que a globalização do sopapo e da exclusão vem praticando. O govêrno brasileiro tem que se manifestar, a imprensa tem divulgado os inúmeros casos semelhantes a esse, igualmente lamentáveis e revoltantes. Mas eu não me canso de perguntar: Cadê a classe musical? Parabéns Bisdré! Adorei o seu blog!