26 janeiro, 2009

Mudando de conversa

Escrito numa manhã triste, cinza e chuvosa, quando eu estava em Lisboa e recebi a confirmação de uma derrota...

Hoje eu acordei com uma incrível sensação de perda. Uma coisa que eu já havia sentido há alguns anos, mas a de hoje foi bem mais forte. No início achei que fosse coisa muito ruim, mas não... depois que verifiquei, todos estavam bem. Depois eu percebi o que era... me senti extremamente arrasado com essa constatação. Percebi que dei conta do estrago ontem à noite, quando conversava com ela e, numa coisa que alguns chamam de ato falho, a chamei de “amor” e ela me respondeu com “...”. Aí começou a doer de verdade. Uma dor muito doída lá na fundo da alma.
A distância nos faz abrir os olhos. Nos faz ver coisas que quando estamos perto não vemos. É como uma paisagem. Se está muito perto de uma árvore, vc só vê o tronco, mas conforme vai se afastando, consegue ver seus galhos, sua folhas, frutos e a verdadeira beleza, ou a verdade de uma forma integral de tudo o que vc estava vendo apenas uma parte. E vi, o quanto a amo, do quanto eu preciso dela e de quantas idiotices e trapalhadas tenho feito. Talvez por mero orgulho, como ela mesma vive me dizendo que tenho e eu teimo em não ouvir. Por orgulho, acabei com um sonho... tá certo que vim atrás de outro, mas uma coisa não justifica a outra. Mas espero que não tenha acabado de forma definitiva com esse sonho, pois ele tb é meu. E, agora que tenho uma verdadeira visão da realidade, vou buscar uma forma alternativa de alcançar esse sonho e espero que seja ao lado dela. Em nosso mundo que, não necessariamente precisa ser em preto e branco como já havíamos falado. Afinal, também gostamos tanto do azul... Ela não é apenas companheira, é amiga, amante, professora, alter-ego, menina, namorada, mulher, consciência, proteção... Ela está impregnada em mim, na minha vida, nos meus costumes, na minha música, na minha roupa, no meu cabelo (que ela tanto gostava) e aqui, longe pra caralho, tomo muito cuidado pra que ela não saia de tudo isso. Lavar a roupa com cuidado pra que fique ainda aquele leve cheiro da lembrança dela, cuidar do cabelo pra que cada vez que me olhe no espelho, lembre que ela não gostava quando eu colocava um boné e preferia sempre ele solto ou, vez por outra com uma faixa. Ao almoçar, comer sempre um pouco de verduras e legumes, pois ela sempre me dizia que um prato colorido é sinal de boa saúde, sempre que vir uma maritaca, lembrar dos dias que ficamos catando coquinhos no quintal... São tantas coisas, tantas lembranças, fatos, roupas, costumes, manias, broncas que quando penso nisso, vejo que realmente a amo. Tudo me faz lembrar que ela é muito melhor que as outras.
Ultimamente me mostrei um perfeito idiota, fechado apenas em minha vida, meu sonho e meus objetivos e esqueci que ela também é tudo isso. É sonho que virou realidade e posteriormente até agora se transforma em sonho novamente, é objetivo tê-la sempre feliz (não digo ao meu lado porque estaria voltando a pensar em mim) e; claro! ELA É A MINHA VIDA. Uma vida em Preto e branco ou com cores puxando pro azul, com saboneteira, dois chuveiros, quintal (?), sala de livros e violão, um travesseiro grande, um bar pra eu fazer as caipirinhas que ela tanto gosta, TV pro futebol e pra assistirmos a novela que ela aprendeu a gostar comigo. E claro! Os notebooks na internet pra mandarmos recadinhos um pro outro pelo MSN. Na sala, puffs e futons para recebermos nossos amigos que são testemunhas de tudo isso. E quem sabe... depois de tantas festas de ano-novo, no próximo conseguiremos estar juntos novamente e com as nossas velinhas iluminando nosso caminho juntos pra sempre.
Ela só não me ensinou uma coisa... como esquecer. Ainda bem, porque não pretendo esquecer nada do que passamos, aconteça o que acontecer.
Não vejo a hora de voltar correndo pros seus braços, te encher de beijos e viver pra sempre com vc ao seu lado, como marido, amante, companheiro, confidente ou simplesmente como amigo. Porque eu jamais quero ficar longe dela novamente.
Claro que isso tudo dependerá dela tb me aceitar novamente....
Infelizmente as vezes temos que reconhecer a derrota. E a minha se deu.

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