11 dezembro, 2008

Surpresas... boas e outras nem tanto


Com certeza! Afinal a vida é feita disso não é? ô se é...
Depois de todo um caso que não rolou (as vezes penso que foi melhor assim), encontrei meu amigo de muitos anos de internet Alan Romero que me surpreendeu com um convite: Vamos a um concerto? Rapidamente respondi: Claro! Não queria saber nem do que que era, só queria dar uma volta e se fosse pra encontrar um amigo que ainda não havia encontrado, melhor ainda. Era o lançamento não só de um CD, mas tb de um instrumento, o GUITOLÃO. Mas que diabo é isso? Então, é uma idéia de um músico português genial. Falo do grande Carlos Paredes. Um cara que tocava guitarra portuguesa, mas não tocava fado. Paredes está pra guitarra portuguesa como Segóvia está para o violão. Tirou a guitarra portuguesa de mera acompanhadora da voz do fadista (como se isso fosse pouco) e a colocou nas salas de concerto, desenvolvendo também um repertório de composições e transcrições para esse instrumento.
O concerto foi no Museu do Fado. Um lugar que me parece que era uma fundição ou coisa do tipo. As máquinas antigas foram pintadas e fazem parte da decoração do aconchegante auditório. Antes de entrar na sala, o Alan me apresentou, além do gentil amigo que o acompanhava a esposa do grande Carlos Paredes, Luisa Amaro e outro grande guitarrista portugues António Chainho.
O concerto foi uma das coisas mais lindas que eu já escutei. A primeira parte foi de composições originais de Antonio Eustáquio (concertista de Guitolão) para o guitolão e quarteto de cordas. Depois, ele se juntou à Luisa para tocar duas composições dela em duo de guitarra portuguesa e guitolão e uma delas com um instrumento árabe que eu não vou lembrar o nome nem por decreto. E pra terminar bem pacas, um duo de guitolão e contrabaixo acústico, mostrando assim a diversidade desse novo instrumento.
Depois para minha surpresa, havia um coquetel. Lá pude conversar melhor com Chainho, Luisa Amaro e com o luthier Gilberto Grácio, que foi o construtor do guitolão.
Noite realmente muito bacana, cheia de surpresas boas, pena que não posso dizer o mesmo do dia que seguiu... Mas enfim... fico por aqui porque as coisas boas a gente lembra as coisas ruins a gente aprende com elas.

Abaixo alguns vídeos do genial Carlos Paredes.

Um comentário:

Saulo disse...

Fala malandro!!!
Fiquei curiosíssimo pra ouvir o Guitolão... Adoro o timbre melancólico da guitarra portuguesa, se for parecido e mais grave com ressonância mais longa, deve ser um espetáculo.
E não sei o que rolou de zuado, mas fica relax brodinho...
As coisas que dão certo são as que a gente curte, mas as que prezepam são as que fornecem conhecimento.

Um grande abraço.