18 novembro, 2008

Uma chiadeira diferente

Hoje fui passear num lugar muito bacana: o bairro do Chiado. Acho que é um bairro. Um bairro muito bonito repleto de obras de arte. Estátuas de grandes personalidades, igrejas maravilhosas, ruínas, um chafariz, cervejarias, cafés... tudo com detalhes que a gente fica horas espreitando. São muitas as hipóteses para esse nome, usado desde 1567. Uma delas refere-se ao chiar das rodas das carroças que subiam as ladeiras. Uma outra refere-se à alcunha dada a um poeta do século XVI, Antônio Ribeiro, O Chiado.
Saí do barquinho e subi pela rua do alecrim, que leva até a praça Luís de Camões. A praça onde fica o consulado brasileiro. Lá logo registrei a estátua de Camões cheia de pombos hahaha. Mas melhor que nada. Olhei pros lados e resolvi entrar numa ruela pra achar o largo do Carmo, onde estão as ruínas da igreja do Carmo. Essa Igreja tem uma história interessante. No terremoto de 1755 o teto da igreja caiu. Matou uma porrada de gente, mas somente o teto caiu. As paredes e algumas estruturas que deveriam segurar o teto estão de pé até hoje. A única parte que não caiu, hoje é o museu de arqueologia. Em frente à igreja está um chafariz que num sei se funciona, mas hoje num tava funcionando não. No caminho pra lá passei na frente do Teatro da Trindade, mas evitei a tentação de ir até a Cervejaria Trindade. Daí fui seguindo pela lateral da igreja sem teto e saí no elevador de Santa Justa (aí Saulão! Existe sim! Verás as fotos amanhã). O bagulho é alto viu. Na lateral tem a famosa escadinha em caracol (aliás que caracol!) que nos leva ao miradouro. Claro que eu fui lá! Ventava pra cacete! Quase virei pipa! Mas vale muito! A vista lá é maravilhosa!!!! da pra ver a praça dos restauradores, outra parte das ruínas, o Tejo (lindo demais) e o castelo!!! Quero ir lá ainda essa semana. Pra provar pro Saulo que esse elevador existe, tomei uma breja lá em cima e registrei tudo (a breja foi cara pra caralho, mas o que a gente num faz pelos amigos? Hahahaha). Aí vem o pior... a cerveja, além de cara era forte pacas e eu deixei pra comer uma tosta na volta. Fiquei zureta lá em cima! Hahahha E pra descer a escadinha em caracol com aquele vento todo? Foi osso. Mas rolou. Quando terminei a descida o elevador tava lá! Aproveitei e desci de elevador. Lá em baixo, mais fotos da estrutura em ferro forjado que foi feita pelo arquiteto francês Raoul de Masnier du Ponsard, aprendiz de Gustave Eiffel. Voltando ao ponto inicial, um cidadão me para na rua me oferecendo maconha, vê se eu posso! Falei que não usava e continuei andando. Parei na A Brasileira, pra comer a tosta e tomar o café ao lado de Fernando Pessoa.
Depois disso desci a mesma rua que subi e voltei pro barquinho. Isso tá começando a ficar cansativo.
Só mais uma curiosidade sobre o bairro do Chiado. Em 25 de agosto de 1988 rolou um incêndio numa loja na Rua do Carmo, que liga a Baixa com o Bairro Alto. Os carros de bombeiro tiveram dificuldade de entrar na rua e o fogo chegou até a Rua Garret. Além de lojas e escritórios, foram destruídos muitos prédios importantes do século XVIII. Os piores estragos foram mesmo na Rua do Carmo. O projeto de renovação, já concluído, preservou muitas fachadas originais e foi dirigido pelo arquiteto português Álvaro Souza Vieira.

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