24 maio, 2007

Relembrando velhos hábitos


Esses dias estive escutando um repertório que pouco tocava. Aliás só tocava no conservatório, talvez por isso tenha criado um trauma de estudar esse repertório. Lembro de dois nomes que eu abominei por anos: Tárrega e Giuliani. Fui obrigado a tocar Capricho Árabe e coisas do tipo. Isso nunca saiu bem na minha mão, talvez seja por isso que eu tb não goste tanto de equações... Tudo era obrigado... era um saco. Hoje com outros ouvidos reescutei a obra de Tárrega e Giuliani e num é que me deu vontade de tocar aquelas coisas? Impressionante como aqueles idiotas que eu chamava de professores (quanta ingenuidade) quase me fizeram esquecer desses compositores.

Prestem atenção nesse disco! David Russell interpretando a obra completa de Francisco Tárrega. Pelo simples fato do título do álbum, creio, já valeria muito à pena a sua audição. Mas a imprescindibilidade de sua audição transcende tal fato. O que vemos em tal álbum, é o profundo amadurecimento musical que um instrumentista pode conservar. É o grande senso de musicalidade. É, enfim, uma profusa demonstração de quão bom um violonista pode ser.

As execuções dessas sublimes peças por David Russell é simplesmente fascinante!

David Russell - Francisco Tárrega Integral de Guitarra
CD 1 - parte 1 e parte 2
CD 2 - parte 1 e parte 2

Para os violonistas, aqui estão todas as partituras em PDF.

Fonte: Site Violão Erudito

17 maio, 2007

Novas impressões


Que surpresa agradável, quando, nessa semana escutei o disco do Yamandu Costa com o Dominguinhos. Não é segredo pra ninguém que eu não gostava do jeito do Yamandu tocar, mas essa semana recebi o "cala a boca seu otário" mais maravilhoso do mundo que foi escutar esse disco. Gostaria que o próprio Yamandu lesse isso, ou até que eu falasse isso pra ele pessoalmente, quem sabe na mesa de sinuca pra passarmos o tempo. Quanta sabedoria! Que violão perfeito e ao mesmo tempo preciso e sem perder a identidade. Do mestre Dominguinhos não tem o que falar. Ele é sempre genial.
Sei que já falei muita besteira e até cheguei a "ofender" pessoas que admiro muito por conta de uma opinião que deveria ser somente pra mim, mas aqui e desde agora quero me desculpar com essas pessoas e deixar registrado: Yamandu Costa, vc tem todo meu respeito e admiração. És, com certeza, um dos maiores violonistas da nossa geração, quiçá o maior.
Coloco aqui esse disco para que todos possam ver que não exagerei em nada. É um dos meus discos de cabeceira, junto com Joyce e Dori (Rio-Bahia), Chico Buarque (Carioca) e Roberta Sá (Braseiro).
Nunca é demais lembrar: gostou do disco? Vá até a loja ou no site da Biscoito Fino e compre. Com certeza não se arrependerá.

Yamandu Costa e Dominguinhos - Yamandu + Dominguinhos (2007)
Parte 1 Parte 2

03 maio, 2007

Renascido?



Pois é... uma vez me falaram que eu tinha um "poder de renascer" uma coisa tipo meio Wolverine hahah. Sabe que eu to começando a acreditar nisso? Tava meio preocupado com minha vida profissional. Depois que voltei de viagem, me pareceu que as coisas desandaram, mas logo foram se arrumando (e estão até agora). Apareceram alunos, alguns trabalhos e principalmente dois novos amigos que me fizeram pegar o sete cordas novamente e com muita alegria. São meus amigos pernambucanos Roberto Vale e João Bosco. O João é um cara animadíssimo e cheio de histórias pra contar. É daqueles malandros de responsa. O Roberto é um grande músico. Bandolinista de primeira qualidade, que honra o apelido que sei que ele não gosta, mas lhe deram pela perfeição que toca seu instrumento: Jacozinho. Como um sucessor do grando Jacob Pick Bittencourt. Nos conhecemos na segunda-feira e dois dias depois estávamos fazendo coisas muito boas musicalmete. Nos entendemos bem com nossas cordas. Vamos ver se dá certo, vou tentar postar junto com o texto um trecho do choro que tocamos. Um Choro lindo de um compositor de lá. Tonhé. Segundo eles, grande violonista. Se tomar por base a composição dele, realmente o cara é fera. Obrigado amigos. Hoje a noite tem samba e muito choro também. E eu voltando ao 7 cordas... quanta saudade!